segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Linhas

Não acreditem em tudo que dizem.
Muito menos em tudo que lêem.
Acredite nisso.
Nem tudo que os olhos podem ver, é verdade.
Muito menos as coisas que são invisíveis...
Essas sim.
Essas sim podem ser grandes mentiras, talvez nem reais.
É disso que escrevo.
Sobre coisas difícies e fortes.
Pois as fáceis, eu deixo para os fracos.
A poesia para os que amam.
As letras das músicas, para os que querem amar.
Os textos bonitos, para os falsos.
As palavras crueis, para os que vivem o mundo de hoje.
As rimas, para os tristes.
Os personagens, para os que sentem.
E o gosto de cada ponto final, para os que escrevem.
E assim vamos sobrevivendo.
E compreendem.
Se cada conclusão tomada fosse parte de uma vida, não existiria morte.
Só a vida quando nasce.
É simples.
É algo possível de se entender.
Que bom que podemos errar e acertar depois!
Imagine se não existisse o perdão?
Estariamos todos condenados!
Eu não escrevo a guerra em meus textos,
Para não poder participar do barulho imenso que atrai.
Só trago lembranças que não conheci e não sinto medo nem sentimendos frios,
Quando o assunto, são estranhos.
Não confudam amor com palavras bonitas.
Onde a estrofe é sua história.
O refrão não é a minha.
São apenas, linhas.

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