Quero fugir.
Quero apenas me livrar desse barulho todo.
Quero saber as palavras certas.
E as erradas.
Quero lembrar de tudo.
Quero poder ter sede e fome.
Quero sentir de volta os prazeres.
Sentir dor as vezes.
Quero acordar feliz.
Quero ter sono outra vez.
Voltar a sonhar, nem que seja tudo de mentira.
Quero brincar com teu coração.
E cuidar sempre do meu.
Me vingar.
Me amar mais.
Quero falar coisas boas,
E não esquecer das maldições.
Quero abraçar com ar de medo,
E beijar-te com toda pureza.
Quero ouvir o seu grito,
E não atender seu chamado.
E então me descubrirei, desse mundo escuro.
Sair na varanda, olhar as estrelas, imagina-las pela última vez.
Preciso dizer o que escondo.
Preciso que me ouçam!
Me olhem!
Não há mais tempo para perdão.
Agora só me resta assumir as consequências e preparar minhas asas.
E voar bem alto.
Explodir com os passáros de fogo,
Me mostrar como heroi, com meu sangue.
Deitado gelado, em cima de dois tubos,
Causando sofrimento e dor aos que me amaram...
Aos prantos não vejo e sinto.
Poderia ser meu último pedido, minha única promessa!
Mas foram egoistas, e me deixaram...
Sem ao menos saber quem esteve lá.
Mas mesmo parado e frio, existiu.
E o que me resta é essa pedra que ficou,
Que o desenho é vermeho corado, arredondado...
E recebe o nome, coração.
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário