terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Se deixe

Ela sempre esteve feliz.
Cada dia com uma felicidade diferente, ou nem estava.
Mas era isso que parecia.
O filme sempre era o mesmo! E o resultado também.
Já nem adiantava mais, era óbvio o final.
Era igual e diferente ao mesmo tempo, deixava saudades.
Daquelas bem frajuta.
Saudade.
Sua única saida era a primeira porta que estava aberta;
E então, mas uma janela se abria e mais uma casa cheia de coisas boas,
Que ao final, era o de sempre.
O adeus triste e esperado.
Tentou ela se mudar ou mudar, que seja.
Disse que havia sido fácil, era verdadeiro e é.
Mas isso é balela, isso vem de dentro, e os de fora?
Onde vão?
Melhor guardado do que perdido.
Mudar pra que?!
Nasceu assim, que morra.
E que deixe saudade, das bem frajuta.
Mas que deixe.
Me deixe.

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